A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), em parceria com a Agência Europeia Espacial (ESA), vai apostar na criação de uma incubadora para jovens empresas que desenvolvam tecnologias e serviços focados “no espaço”.

A FTC quer investir no crescimento do sector aeroespacial em Portugal. E com este objetivo em mente vai investir na criação de uma incubadora de startups durante o segundo trimestre do ano, como revelou a 26 de maio, o vice-presidente da entidade, Pedro Carneiro.

De acordo com o Jornal de Negócios, a indústria aeroespacial em Portugal gerou na última década cerca de 100 milhões de euros, contando com o contributo de empresas como a Critical Software e a Efacec.

A incubadora vai ser desenvolvida em parceria com a ESA, estreitando ainda mais a ligação do organismo europeu com as empresas portuguesas. “Temos sido bem sucedidos no espaço”, lembrou Pedro Carneiro, que acrescentou ainda a capacidade que Portugal teve em criar uma comunidade cientifica que já utiliza as suas competências noutras áreas que não o espaço. “Queremos abrir uma incubadora da ESA, para oferecer oportunidades nesta área”, acrescentou o responsável.

Apesar do investimento anunciado, o presidente da Proespaço, entidade que reúne 12 empresas portuguesas que operam no mercado aeroespacial e que representam cerca de 90% do mercado nacional, disse que “uma incubadora não serve para nada”. António Neto da Silva disse ver com “bons olhos” as iniciativas da FCT, mas lembrou que a entidade “deverá é cumprir a sua função de informar as empresas que já estão a trabalhar”.

“É uma brincadeira de uma administração pública”, analisou o presidente da Proespaço, lembrando ainda que no ano passado nenhuma das 12 empresas que representa melhorou as receitas relativamente a 2012.

O presidente do ISQ, Manuel Alves da Cruz, também alertou para a necessidade da indústria aeroespacial em Portugal crescer “do ponto de vista económico”.

Uma outra empresa que opera neste segmento, a Tekever, firmou recentemente um acordo com uma entidade chinesa para fornecer tecnologia para micro-satélites. Já no final de março ficou também confirmada a abertura de um centro de competências em Portugal da D-Orbit.

Fonte: sapo.pt