Um ano e 150 mil euros depois, a nova rede social portuguesa WePinch.com está online desde a passada quarta-feira, aberta a todo os utilizadores e de forma gratuita.

A plataforma, desenvolvida pela empresa Sales Engine Online e a empreendedora Andreia Onofre, junta profissionais, start-ups e investidores numa rede única, com funcionalidades criadas de raiz. Imagine: um cruzamento entre LinkedIn e Facebook com uma ponta de KickStarter. A rede será internacionalizada dentro de algumas semanas, primeiro para os Estados Unidos e depois para o Brasil.

“Em nenhuma rede social existe hoje a possibilidade de o empreendedor, ou ‘starter’, apresentar publicamente o seu projeto, incluindo o botão “quero participar”, para profissionais, ou “quero investir”, para investidores”, explica ao Dinheiro Vivo Andreia Onofre. “Existem interações específicas para esta comunidade”, que foram criadas ao longo do último ano para potenciarem a ligação entre quem está a arrancar com projetos, quem quer trabalhar neles e quem quer investir dinheiro.

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A ideia da WePinch – que em português significa “nós beliscamos”, é trazer para a internet o ecossistema de criação de novas empresas, gerando uma espécie de repositório (ou montra) online onde os investidores podem procurar empresas para investirem e os profissionais podem encontrar projetos nos quais queiram colaborar. À semelhança do Facebook, existe uma versão pro do ‘gosto’: é o ‘aprov’, que servirá para medir a popularidade de um projeto/start-up.

“Para os investidores, é uma oportunidade de encontrarem algumas das mais promissoras empresas do futuro”, adianta Andreia Onofre. “Neste momento existem alguns portefólios de projetos, nas redes de crowdfunding, mas em Portugal algumas dessas redes estão vocacionadas para projetos mais artísticos”, indica. Essa é uma das razões pelas quais a WePinch não tem uma componente de doação direta de dinheiro: os seus fundadores não queriam confundir os conceitos.

Em termos de financiamento, é a Sales Engine Online que tem assegurado tudo, com 150 mil euros já gastos. “Numa primeira fase, o suporte que a rede tem é o investimento da Sales e possivelmente através de QREN, vamos apresentar a candidatura para fundos comunitários para tentarmos dar um empurrão ao negócio”, adianta ao Dinheiro Vivo Carlos Vieira, sócio da Sales Engine Online, que desenvolveu e incubou a WePinch, na qual tem uma participação. “Também já tivemos algumas abordagens de potenciais investidores para entrarem na rede”, explica. A rede é gratuita para os utilizadores, mas a Sales Engine Online quer torná-la numa plataforma rentável, cujo modelo de negócio se irá basear em publicidade e patrocinadores.

A expansão para os Estados Unidos, dentro de semanas, é crucial para essa rentabilização. “A língua inglesa permite-nos ter uma expansão internacional maior, e daí apostarmos no mercado dos Estados Unidos. É um ecossistema borbulhante a nível de ideias e investidores”, sintetiza Andreia Onofre, que deverá fazer a abordagem do mercado norte-americano pessoalmente. Depois, será aproveitada a estrutura da Sales Engine Online no Brasil para dar o salto para a América Latina.

A rede está disponível em wepinch.com e o registo pode ser feito com os dados do Linkedin ou Facebook.

Fonte: http://www.dinheirovivo.pt/Buzz/Artigo/CIECO316175.html?page=0