Sou um grande fã de música e uso-a enquanto trabalho, mas não tinha ideia sobre a forma como a música afeta e beneficia o cérebro e corpo. A música é uma parte tão grande da nossa vida que reagimos a ela de muitas maneiras, mesmo sem dar conta.

Música alegre/triste afeta a forma como vemos faces neutras
Geralmente conseguimos identificar se um pedaço de uma música é particularmente alegre ou triste, mas esse acontecimento não é apenas uma ideia subjetiva que advém da forma como ela nos faz sentir.

Na verdade, os nossos cérebros respondem de formas diferentes a música alegre e triste. Até mesmo pequenas passagens de uma música alegre ou triste pode-nos afetar.

Um estudo mostrou que depois de ouvir um pequeno pedaço de música, os participantes estavam mais propensos a interpretar uma expressão neutra como feliz ou triste, de acordo com o tipo de música que ouviram. O mesmo aconteceu com expressões faciais, mas foi mais notável naquelas que estavam mais perto do neutro.

Outro facto extremamente interessante sobre como as nossas emoções são afetadas pela música é que existem dois tipos relacionadas com ela: emoções percebidas e emoções sentidas. Isto significa que, por vezes, podemos sentir e perceber as emoções de uma música sem realmente senti-las, explicando-se o porquê de alguns de nós encontrarmos momentos agradáveis em músicas tristes.

Ao contrário das situações da vida real, não sentimos qualquer ameaça real ou perigo ao ouvir música, levando-nos a percepcionar emoções relacionadas sem as realmente sentir – quase como emoções indiretas.

O ruído ambiente pode melhorar a criatividade
Todos gostamos de pôr os auscultadores no máximo quando estamos a trabalhar sobre a nossa lista de tarefas, certo? Mas quando se trata de trabalho criativo, a música alta pode não ser a melhor opção.

Um nível de ruído moderado é o ponto ideal para a criatividade. Mais do que baixos níveis de ruído, o ruído ambiente, aparentemente, faz a nossa criatividade fluir, e não nos distrai como os altos níveis de ruído.

Este acontecimento deve-se ao facto de os níveis moderados de ruído aumentarem a dificuldade de processamento, promovendo o processamento abstrato e levando a uma maior criatividade. Por outras palavras, quando lutamos (apenas o suficiente) para processar as coisas como normalmente fazemos, recorremos a abordagens e soluções mais criativas.

No entanto, com altos níveis de ruído, o nosso pensamento criativo sai prejudicado porque estamos sobrecarregados e sentimos dificuldade em processar informação de forma eficiente.

As nossas escolhas musicais podem prever a nossa personalidade
Encare este ponto com alguma receptividade porque só foi testado em jovens adultos mas ainda assim é muito interessante.

Os fãs de Blues têm uma alta auto-estima, são criativos, extrovertidos, gentis e estabilidade emocional.
Os fãs de Jazz têm alta auto-estima, são criativos, extrovertidos e à vontade.
Os fãs de música Clássica têm auto-estima elevada, são criativos, introvertidos, e vivem tranquilos.
Os fãs de rap tem auto-estima elevada e são extrovertidos.
Os fãs de ópera tem auto-estima elevada, são criativos, e gentis.
Os fãs de Country e Western são esforçados e extrovertidos.
Os fãs Reggae têm auto-estima elevada, são criativos, não gostam de trabalhar duto, extrovertidos, gentis, e à vontade.
Os fãs de Dance são criativos e extrovertidos, mas não tranquilos.
Os fãs de Indie têm baixa auto-estima, são criativos, não trabalham duro, e não vivem à vontade.
Os fãs de Bollywood são criativos e extrovertidos.
Os fãs de Rock/Heavy Metal têm baixa auto-estima, são criativos, não trabalham duro, não são extrovertido, gentis, nem à vontade.
Os fãs de Pop têm auto-estima elevada, são trabalhadores, extrovertidos e gentis, mas não são criativos e não vivem confortáveis.
Os fãs de Soul têm auto-estima elevada, são criativos, extrovertidos, gentis, e à vontade.

Claro que generalizar com base neste estudo é um ato pouco sensato. Porém, olhando para a ciência de introvertidos e extrovertidos, pode existir alguma relação.

Formação musical pode melhorar significativamente habilidades motoras e de raciocínio
Costumamos assumir que a aprendizagem de um instrumento musical pode ser benéfica para as crianças mas, na verdade, a sua utilidade vai muito mais além.

Um estudo mostrou que as crianças com três anos ou mais de treino com um instrumento musical têm um melhor desempenho do que aquelas que nunca trabalharam a capacidade de descriminar o som de um instrumento, mesmo em habilidades motoras. O estudo também provou que as crianças com treino musical são melhores em termos de vocabulário e habilidades de raciocínio não verbal, que envolve a compreensão e análise da informação visual, bem como a identificação de relações, semelhanças e diferenças entre formas e padrões.

Estas duas áreas em particular, são bastante afetadas pela formação musical, por isso é fascinante ver como aprender a tocar um instrumento pode ajudar as crianças a desenvolver uma ampla variedade de habilidades importantes.

A música ajuda-nos a exercitar
A pesquisa sobre os efeitos da música durante o exercício tem sido realizada há anos. Em 1911, um investigador americano, Leonard Ayres, descobriu que os ciclistas pedalam mais rápido enquanto escutam música, em vez de silêncio.

Isso acontece porque a música pode abafar os gritos de fadiga emitidos pelo nosso cérebro. Como o nosso corpo percebe que está cansado e quer parar, ele envia sinais ao cérebro a pedir uma pausa. Enquanto ouvimos música, esta compete pela atenção do nosso cérebro e pode ajudar-nos a substituir os sinais de cansaço.

No entanto, esta prática é principalmente benéfica para exercícios de baixa e moderada intensidade. Durante o exercício de alta intensidade, a música não é tão poderosa a chamar à atenção do nosso cérebro. Quando ouvimos música não só podemos fazer abafar a dor do exercício como também podemos usar a nossa energia de forma mais eficiente.

Um estudo de 2012 mostrou que os ciclistas que ouviam música consumiam menos 7% de oxigénio no mesmo percurso que aqueles que pedalam em silêncio.

Aceda ao artigo completo em: http://mexxer.pt/como-musica-afeta-e-beneficia-o-cerebro/?goback=%2Egde_4778671_member_5819406880975392769#%21