6 Hábitos das Pessoas Resilientes
23-01-14
Em Abril de 2011, no dia das mentiras, Gwen Moram viu-lhe diagnosticado um cancro num estado inicial. Como escritora freelancer, com uma carreira que amava e uma família que dependia dos seus ganhos, Gwen passou o resto do ano entre cirurgias, quimioterapia, e radioterapia com entrevistas e responsabilidades familiares à mistura. Apesar de tudo, os seus colegas e amigos pareciam surpresos com o facto de ela continuar relativamente ativa e bastante otimista.
O que mais houvesse para fazer ela fazia. Cair na cama na melhor fase do ano não fazia parte dos seus planos nem era opção para a sua conta bancária. Porque não olhar para o lado positivo de um diagnóstico num estado inicial? Durante esse período Gwen contribuiu para dois livros, escreveu dezenas de artigos e acabou o ano sem dívidas derivadas dos seus tratamentos.
Desde então, Gwen tem-se interessados mais sobre o porquê de algumas pessoas preservarem as suas forças e vontades sobre situações adversas como a sua e porque outras caem em queda livre ao primeiro sinal de crise. Na Fast Company, Gwen partilhou as suas conclusões fornecendo 6 aspetos que as pessoas altamente resilientes têm em comum e como podem ser desenvolvidos. As pessoas resilientes…
1. Constroem Relações.
As pessoas que dão passos atrás tendem a ter uma rede de pessoas à sua volta que lhes dão apoio, diz Michael Ungar, Ph.D., co-diretor do Centro de Investigação para a Resiliência, no Canadá. Para algumas pessoas é como uma família unida, mas para outros é um grupo cuidadosamente construído e composto por amigos, colegas, mentores e outros que se preocupam realmente e estão dispostos a ajudar. Ungar diz que vê uma tendência em procurar fontes de suporte para crianças a partir dos cinco anos de idade: quando a unidade familiar não funciona dessa forma, as crianças tendem a obtê-lo com treinadores, professores ou outros adultos, como uma rede de apoio. Da mesma forma, sempre que as coisas ficam complicadas, os adultos resilientes procuram outras pessoas que se preocupam com eles e que podem oferecer assistência emocional, profissional ou outro tipo de ajuda.
2. Reformulam Problemas do Passado.
Em 1976, Lorenn Walker tinha acabou de sair do bar de hotel quando um assaltante desconhecido quase a matou. Ele fugiu e ela ficou gravemente ferida, necessitando de uma operação ao rosto. A sua recuperação demorou quatro meses. Através de terapia e de um sentido voluntário de se recusar a mergulhar no medo e ressentimento, Lorenn foi capaz de “reformular” ou pensar sobre a situação de uma maneira diferente. Em vez de ressentir as cicatrizes e memórias, a advogada e política Havaiana vê o ataque como catalisador para o seu novo trabalho, ao qual ela chama de justiça restaurativa – aconselhando prisioneiros e vítimas de crimes violentos sobre como viver em paz com o passado e cultivar um sentindo nas suas vidas.
“Temos o poder de determinar como vamos olhar para uma situação e não damos esse poder a outras pessoas, especialmente se elas são más ou nos fizeram mal,” diz ela.
3. Aceitam a Falha.
Paul LeBuffe dá palestras sobre resiliência como parte das suas funções como diretor da Devereus Center for Resilient Children, um centro que trabalha com edicadores e profissionais de saúde mental para desenvolver resiliência nas crianças. Não é incomum ter na sua audiência jovens que foram excelentes estudantes mas que devido ao facto de terem tirado os seus cursos durante a recessão encontram grandes dificuldades em arranjar emprego e vivem devastados com isso.
“Eles não sabem como lidar com o facto de que não conseguem o primeiro emprego a que concorrem. Portanto, muitos deles acabam em casa dos país, sentados na cave a jogar jogos de vídeo,” diz ele.
Se não der a si mesmo a oportunidade de falhar várias vezes e aceitar a falha como parte da vida, então terá que enfrentar várias lutas sempre que for obrigado a dar um passo atrás, diz LeBuffe. O sucesso emergente do fracasso desenvolve a habilidade de ser otimista sobre as coisas que não correm tão bem agora mas que vão correr melhor no futuro.
4. Têm Múltiplas Identidades.
Se a sua maior fonte de auto-estima é o seu trabalho e se for despedido, perde, de repente, tanto a sua fonte de rendimento como uma grande parte da sua identidade, diz Ungar. Na maioria das vezes as pessoas resilientes têm um número de diferentes áreas a partir das quais provem a sua auto-estima. Podem ter amizades profundas ou excelentes relações familiares, uma fé poderosa, ou um papel de liderança na sua comunidade. São pessoas capazes de recuperar porque mesmo que fiquem sem uma fonte de auto-estima continuam com um senso de conexão e são valorizados a partir das outras áreas em que estão envolvidas.
5. Praticam o Perdão.
Quer se trate de perdoar a si mesmo por uma falha ou perdoar a alguém por uma injustiça, ser capaz de deixar as mágoas no passado e seguir em frente é um componente essencial para a resiliência, diz Walker. Quando se encontra a “ruminar sobre as queixas e histórias negativas do passado, você deve parar a si mesmo e lembrar-se de que existem um monte de coisas sobre as coisas deve estar grato,” diz ela. É possível desenvolver a capacidade de perdoar se não é uma pessoa que perdoa naturalmente.
6. Têm um Sentido de Propósito.
LeBuffe diz que as pessoas resilientes têm um senso de propósito que os ajuda a analisar a sua situação e a traçar os próximos passos. Este sentido deriva de um conjunto de valores únicos para cada indivíduo. Quando você sabe o que é realmente importante para si, seja família, dinheiro, carreira, ou qualquer outra coisa, você pode priorizar o que precisa da sua atenção imediata para ajudá-lo a voltar para onde já esteve e quer estar. Quando conhece o seu objetivo final pode começar a contribuir significativamente para ele. Quando não sabe acaba por viver na indecisão.
“As pessoas ficam paralisadas quando trabalham numa empresa e não sabem os seus valores. Têm que consultar superiores sempre que precisam de tomar decisões em vez de atuarem de forma adaptativa e independente,” diz ele. “Você tem que saber o que é importante para si para ser capaz de tomar as suas decisões e ações.”

